sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Vídeos sobre aquecimento global (Painel do Coronel Paim)

terça-feira, 11 de julho de 2017

Ondas de calor extremo se tornam mais recorrentes e intensas: "Ninguém está isento do aquecimento global"

Especialista alerta que consequências das mudanças climáticas podem ser muito severas
A onda de calor que atingiu o hemisfério norte nos últimos dias é um fenômeno que deve ser multiplicar nos próximos anos e trazer consequências graves, segundo uma pesquisa da revista Nature Climate Change. Apesar de serem consideradas fenômenos naturais, as ondas de calor e suas consequências têm se tornado mais recorrentes e intensas por causa do aquecimento global.
O aquecimento do planeta é medido comparando as temperaturas médias atuais em relação à era pré-industrial (1850-1900), explica Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima. Hoje, o mundo está 1°C mais quente e os impactos já são sentidos em muitos países. Nos últimos anos, ondas de calor deixaram milhares de mortos na Europa: em 2003, por exemplo, 70 mil pessoas morreram no continente; já em 2010, 10 mil pessoas morreram apenas na Rússia.
— Esse aquecimento de cerca de 1°C pode parecer pouco mas não é. Se aumenta 1°C na temperatura do corpo humano, ele fica com febre. Com o mundo é a mesma coisa, a temperatura média global gira em torno de 14°C a 15°C. Com o aquecimento de apenas 1°C, nós já temos um impacto muito grande no meio ambiente, impactos econômicos e de perdas de vidas. Hoje, há estudos que apontam que a Terra caminha para um aquecimento de 3°C. Não existe nenhum pedaço do planeta, ninguém que esteja isento dos efeitos do aquecimento global. E as consequências podem ser muito severas.
Os seres humanos podem morrer de calor porque os mecanismos de termorregulação de corpo, que ajustam automaticamente a temperatura corporal, por exemplo, ficam comprometidos a partir dos 37°C. Além disso, a umidade do ar também tem um papel decisivo na regulagem da temperatura corporal, já que influencia diretamente na transpiração.
— Hoje, estima-se que cerca de 30% da população mundial já é exposta a essas temperaturas em, pelo menos 20 dias por ano. Esse número pode chegar a 48% em 2100, ainda que o aquecimento global se limite a 2°C, um nível considerado relativamente seguro por cientistas. Se essa meta não for alcançada, até 74% da população mundial poderá ser afetada pelas altas temperaturas.

Uma análise feita pelo Observatório do Clima sobre a pesquisa da Nature Climate Change apontou que, “até 2100, Nova York deverá ter cerca de 50 dias por ano com temperaturas e umidades superiores ao limiar em que as pessoas morreram anteriormente. O número de dias mortíferos para Sidney será de 20; e, para Los Angeles, de 30. Todo o verão de Orlando e Houston terão potencial de matar por calor. Em 2050, num cenário moderado de redução de emissões, São Paulo poderá ter cinco dias letais por ano. Em Cuiabá seriam 116”.
Acordo de Paris
Em 2015, líderes mundiais assinaram o Acordo de Paris para combater a mudança climática. Cada país apresentou uma meta de redução de emissões de gases do efeito estufa, com o objetivo era limitar o aquecimento global a menos de 2°C até o final do século e exigir que países ricos financiem economias em desenvolvimento, incentivando o uso de energia renovável — e não de combustíveis fósseis.
Todas as metas apresentadas são voluntárias, nenhum país é obrigado por um órgão ou entidade mundial a reduzir suas emissões e também não há uma porcentagem mínima para isso. Essa liberdade na elaboração das propostas faz com que aumente a crença de que todos irão concretizá-las. No entanto, essa também é uma brecha para que cada país apresente uma meta menor do que o esperado, explica Rittl.
— Nenhum país colocou na mesa o que poderíamos chamar de “fatia adequada da conta do clima”, ou seja, o suficiente para pagar a sua parcela de responsabilidade pelo clima do planeta. Brasil, União Europeia e alguns outros países deram um passo maior do que muitos outros, mas as metas, até agora, são bem inferiores ao que é necessário para conter o aquecimento global.
O acordo climático definido em Paris passará a valer a partir de 1° de janeiro de 2021.

Postado por: Giovana M. de Araújo

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

ONU prevê novo recorde mundial de temperatura para 2016

postado em 14/11/2016 15:25
 
O mundo muito provavelmente voltará a bater o recorde de temperatura em 2016, com uma média de +1,2ºC em relação ao nível da era pré-industrial, anunciou nesta segunda-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
"Se isso for confirmado, o século XXI terá registrado 16 dos 17 anos mais quentes desde que tiveram início os registros" de temperatura no mundo, no final do século XIX, informou a OMM, que é subordinada às Nações Unidas.
"Tudo parece indicar que 2016 será o ano mais quente" já registrado até agora, superando os dados do ano anterior, disse a organização em um comunicado durante a conferência da ONU sobre o clima (COP22), que está sendo realizada em Marrakesh.
A tendência de aquecimento aumentou em 2015 e 2016 devido ao El Niño, o fenômeno meteorológico que afeta o Pacífico, explicou a OMM.
A cada cinco anos aproximadamente, o El Niño provoca um aumento das temperaturas, através de correntes de ar quente.
Os índices relativos às mudanças climáticas também bateram recordes, alerta a instituição.
O sinal mais evidente da aceleração do fenômeno é a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.
A calota polar do Ártico encolheu até níveis desconhecidos, e regiões inteiras da Groenlândia sofrem longas épocas de degelo.
"Em algumas regiões árticas da Federação Russa, a temperatura foi entre 6ºC e 7ºC acima do normal", destacou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.
"E em muitas regiões árticas e subárticas da Rússia, Alasca e noroeste do Canadá, a temperatura ultrapassou o nível normal em ao menos 3ºC", acrescentou o texto, que ressalta que "até agora, os recordes de calor eram expressos em frações de grau" centígrado.
A única região continental onde a temperatura foi inferior à normal está situada na zona subtropical da América do Sul, no norte e centro da Argentina e em partes do Paraguai e da Bolívia.
Boa notícia
Os cientistas deram, por outro lado, uma boa notícia à COP22 nesta segunda-feira: as emissões de CO2, as grandes responsáveis pelo efeito estufa, parecem estar controladas.
O mundo conseguiu, pelo terceiro ano consecutivo, manter estáveis suas emissões de gases CO2 em 2015, segundo um estudo do chamado Global Carbon Projet, que reúne cientistas do mundo inteiro.
No ano passado, foram emitidas 36,3 gigatoneladas de CO2 (GtCO2), um aumento de apenas 0,2% em relação a 2014, de acordo com o relatório. O Brasil e o México reduziram de novo o nível das suas emissões.
Esse avanço ainda é, porém, insuficiente para deter as mudanças climáticas, segundo os cientistas. Tal avaliação coincide com o aumento constante das temperaturas detectado pela OMM.
A COP22 deve terminar na próxima sexta-feira com um roteiro para a aplicação do histórico Acordo de Paris de 2015, no qual 196 países se comprometeram a trabalhar para que a temperatura do planeta não aumente mais de +2ºC em relação à era pré-industrial.
Um aumento além desse limite traria consequências desastrosas para o planeta.
Mas os participantes do grande evento sobre o clima estão preocupados com as negociações políticas durante o próximo governo americano.
O republicano Donald Trump, um cético declarado das mudanças climáticas, disposto a retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris, não pronunciou nenhuma palavra sobre o clima desde que foi eleito presidente, na última terça-feira.


Tags: omm onu clima cop22

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Inaugurado 1º aparelho da América do Sul que mede efeito estufa pelo sol


Financiado por instituto Belga, equipamento foi instalado em Porto Velho.
Segundo pesquisador, equipamento faz análise usando o infravermelho.

Matheus HenriqueDo G1 RO
Equipamento instalado em Porto Velho, é o primeiro da América do Sul  (Foto: Ifro/divulgação)Equipamento instalado em Porto Velho, é o primeiro da América do Sul (Foto: Ifro/Divulgação)













O Instituto Federal de Rondônia (Ifro) inaugurou o primeiro equipamento da América do Sul que vai medir os gases do efeito estufa  através de raios solares. O equipamento foi instalado no campus do instituto, em Porto Velho. Segundo o engenheiro mecânico que conduziu os trabalhos, o projeto foi criado em 2013 e ganhou incentivo do The Royal Belgian Institute for Space Aeronomy (BIRA-IASB), um grupo cientifico da Bélgica. As análises pelo raio de sol iniciaram na quarta-feira (20). A expectativa é que dentro de um ano seja apresento dados se o efeito estufa aumentou na amazônia a cada semana ou mês.
Segundo o engenheiro mecânico Carlos Augusto Bauer, atualmente existem outros equipamentos de monitoramento do efeito estufa na América do Sul, porém as captações são feitas através de satélites e aviões.
Com a instalação deste novo tipo de aparelho no Ifro  vai ser possível captar os gases do efeito estufa através da luz solar. Segundo o Ifro, o aparelho é o primeiro do Brasil.
Engenheiro Caulos Bauer explica funcionamento do equipamento em RO (Foto: Matheus Henrique/G1)Cientista Caulos Bauer explica funcionamento de
equipamento em RO (Foto: Matheus Henrique/G1)
"A ideia do equipamento partiu de um projeto em 2013, porém não tínhamos recurso para a instalação. Foi então que surgiu a oportunidade de inscrever o projeto em um instituto Belga que poderia financiar o equipamento. Inscrevemos ele foi aprovado", conta.
Ao G1, o pesquisador contou como vai funcionar o equipamento, que ainda não recebeu um nome. "O equipamento faz análise através da coluna de luz diretamente de sol, usando o infravermelho. Com ele, conseguimos identificar a quantidade de elementos e, através de cálculos de Fournier, ter resultados do que existe na camada de ozônio", explica Bauer.
O equipamento funciona desde os primeiro raios solares do dia até o fim da tarde. Conforme o pesquisador, todos os dias ele vai emitir relatórios do que foi capturado. O professor explica também que os resultados concretos serão apresentados somente em 12 meses de experiência. Os dados relevantes do efeito estufa devem ser publicados daqui dois anos de pesquisa.
"Estamos em uma região muito criticada. Não temos incentivo científico e com o equipamento trazemos uma visão científica diferente de outros lugares. Daqui dois anos, nossos resultados podem ser publicados em revistas cientificas pelo mundo, para assim, informar os órgãos ambientais dos riscos que corremos com a exposição do efeito estufa", disse.
Conforme o Ifro, o instituto belga que patrocinou o projeto terá acesso aos dados do equipamento através de monitoramentos diários pela internet.
Equipamento mede efeito estufa, através de coluno da luz solar em Porto Velho (Foto: Matheus Henrique/G1)Equipamento mede efeito estufa, através de coluno da luz solar em Porto Velho (Foto: Matheus Henrique/G1)
Postado por Carlos PAIM

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Erosão causa danos em cano e moradores reclamação da situação


No bairro Chácara dos Poderes, uma erosão próxima a um cano de água tem causado dor de cabeça aos moradores locais. Sempre que chove forte a terra escorre e o cano quebra. Nesta semana a situação aconteceu e foi consertada pela concessionária de água, mas ontem o problema voltou.
A situação é que a  água limpa jorra no meio da terra, em um local onde há erosão provocada pela chuva. “Como os canos estão soltos a pressão da água quebra o cano”, explica um morador que preferiu não de identificar.
Além de chamar a atenção para o desperdício, o morador reclama de ter que arcar com a conta de água. “Me preocupo porque é água que poderia ser consumida. Deveriam consertar a erosão e reforçar os canos para que não volta a acontecer”, acrescenta o morador.
A Águas Guariroba afirma que enviou uma equipe ao local na noite de ontem e os funcionários foram orientados a reforçar o conserto para que não volte a vazar, mas a assessoria acrescentou que é necessário um reparo na erosão para minimizar os riscos, algo que não é de responsabilidade da concessionária.
Direto das Ruas - A sugestão acima foi feita por leitor, via aplicativo WhatsApp pelo canal Direto das Ruas, um meio de interação entre a redação e o leitor, por onde podem ser enviados flagrantes, sugestões de matérias, notícias, fotos, áudios e vídeos. Seja um colaborador pelo número (67) 9687-7598.
CampoGrandeNews

Postado por: Ygor I. Mendes

quarta-feira, 11 de maio de 2016






segunda-feira, 9 de novembro de 2015

             Concentração de gases de efeito estufa bateu recorde no ano passado

Jamil Chade, correspondente
  • Renata Carvalho | Ag. A TARDE | 17.10.2005
    Concentração de CO2 e outros elementos bateu novo recorde em 2014 - Foto: Renata Carvalho | Ag. A TARDE | 17.10.2005
    Concentração de CO2 e outros elementos bateu novo recorde em 2014
Apesar de todo o discurso de líderes internacionais sobre as ações que estão adotando para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, dados publicados nesta segunda-feira, 9, pela Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que nunca o volume desses gases atingiu tais proporções. Em 2014, a concentração de CO2 e outros elementos bateu um novo recorde e "continua em seu aumento sem freio, alimentando as mudanças climáticas". Para a ONU, essa tendência vai deixar o mundo "mais perigoso e mais inóspito para as futuras gerações".
Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), houve um incremento de 36% do efeito de aquecimento do clima entre 1990 e 2014. Isso foi causado pela longa duração e acumulação de gases como o CO2, o metano (CH4) e o N2O gerados por atividades industriais, agricultura e residências.
De acordo com os dados, a concentração atmosférica de CO2 atingiu 397,7 partes por milhão (ppm) em 2014. No Hemisfério Norte, ela superou a marca simbólica de 400 ppm em abril de 2014. Uma vez mais, na primavera de 2015, a concentração global de CO2 superou a marca de 400 ppm. Para 2016, a projeção é de que essa concentração ainda aumente.
O CO2 é responsável por 83% do aumento do efeito estufa nos últimos dez anos. Em comparação ao período pré-industrial, ele sofreu um aumento de 143%.
Um dos alertas, porém, refere-se à combinação cada vez mais perigosa entre o CO2 e o vapor de água. "O ar mais quente gera uma maior umidade e, portanto, aumenta as temperaturas das superfícies causadas pelo CO2 que, por sua vez, gera maior elevação dos níveis da vaporização das águas e, portanto, aumenta o efeito estufa", indicou a entidade da ONU.
"Todos os anos alertamos que a concentração de gases bate recorde", apontou o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud. "E todos os anos dizemos que o tempo para reverter essa tendência está acabando", disse. "Precisamos agir urgentemente se quisermos que as temperaturas do planeta estejam em níveis que possamos administrá-las", insistiu.



AVISO: O conteúdo de cada comentário é de única e exclusiva responsabilidade do autor da mensagem.

31/07/2015 às 08:08
Cão passa 8 dias em hospital aguardando pela dona que morreu - Foto: Reprodução Cão passa 8 dias em hospital aguardando pela dona que morreu
29/06/2015 às 12:10
Casada, eleita Miss Mundo Brasil renuncia a coroa - Foto: Divulgação Casada, eleita Miss Mundo Brasil renuncia a coroa
25/03/2015 às 19:21
Brasil perdeu 37% da água na rede de distribuição em 2013 - Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo Brasil perdeu 37% da água na rede de distribuição em 2013
08/01/2015 às 08:14
Justiça divulga novas regras para permanência de estrangeiros no País - Foto: Joá Souza | Ag. A TARDE Justiça divulga novas regras para permanência de estrangeiros no País