quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

VIDEOS SOBRE AQUECIMENTO GLOBAL E EFEITO ESTUFA (Divulgação: Painel do Professor Paim)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Como o aquecimento global pode multiplicar a população de ratos (Divulgação: Painel do Coronel Paim)

Os Especialistas alertam que as estratégias que usamos hoje não são suficientes para barrar a bem-sucedida história de adaptação deste animal, que já 'matou mais pessoas do que guerras'.  TOPO Por BBC  27/12/2018 06h50  Atualizado há 2 horas

https://g1.globo.com/natureza/noticia/2018/12/27/como-o-aquecimento-global-pode-multiplicar-a-populacao-de-ratos.ghtml

domingo, 16 de dezembro de 2018

Campanha mobiliza sociedade para o plantio de 1 bilhão de árvores até 2030 (Painel do Coronel Paim)

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Vídeos sobre aquecimento global (Painel do Coronel Paim)

terça-feira, 11 de julho de 2017

Ondas de calor extremo se tornam mais recorrentes e intensas: "Ninguém está isento do aquecimento global"

Especialista alerta que consequências das mudanças climáticas podem ser muito severas
A onda de calor que atingiu o hemisfério norte nos últimos dias é um fenômeno que deve ser multiplicar nos próximos anos e trazer consequências graves, segundo uma pesquisa da revista Nature Climate Change. Apesar de serem consideradas fenômenos naturais, as ondas de calor e suas consequências têm se tornado mais recorrentes e intensas por causa do aquecimento global.
O aquecimento do planeta é medido comparando as temperaturas médias atuais em relação à era pré-industrial (1850-1900), explica Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima. Hoje, o mundo está 1°C mais quente e os impactos já são sentidos em muitos países. Nos últimos anos, ondas de calor deixaram milhares de mortos na Europa: em 2003, por exemplo, 70 mil pessoas morreram no continente; já em 2010, 10 mil pessoas morreram apenas na Rússia.
— Esse aquecimento de cerca de 1°C pode parecer pouco mas não é. Se aumenta 1°C na temperatura do corpo humano, ele fica com febre. Com o mundo é a mesma coisa, a temperatura média global gira em torno de 14°C a 15°C. Com o aquecimento de apenas 1°C, nós já temos um impacto muito grande no meio ambiente, impactos econômicos e de perdas de vidas. Hoje, há estudos que apontam que a Terra caminha para um aquecimento de 3°C. Não existe nenhum pedaço do planeta, ninguém que esteja isento dos efeitos do aquecimento global. E as consequências podem ser muito severas.
Os seres humanos podem morrer de calor porque os mecanismos de termorregulação de corpo, que ajustam automaticamente a temperatura corporal, por exemplo, ficam comprometidos a partir dos 37°C. Além disso, a umidade do ar também tem um papel decisivo na regulagem da temperatura corporal, já que influencia diretamente na transpiração.
— Hoje, estima-se que cerca de 30% da população mundial já é exposta a essas temperaturas em, pelo menos 20 dias por ano. Esse número pode chegar a 48% em 2100, ainda que o aquecimento global se limite a 2°C, um nível considerado relativamente seguro por cientistas. Se essa meta não for alcançada, até 74% da população mundial poderá ser afetada pelas altas temperaturas.

Uma análise feita pelo Observatório do Clima sobre a pesquisa da Nature Climate Change apontou que, “até 2100, Nova York deverá ter cerca de 50 dias por ano com temperaturas e umidades superiores ao limiar em que as pessoas morreram anteriormente. O número de dias mortíferos para Sidney será de 20; e, para Los Angeles, de 30. Todo o verão de Orlando e Houston terão potencial de matar por calor. Em 2050, num cenário moderado de redução de emissões, São Paulo poderá ter cinco dias letais por ano. Em Cuiabá seriam 116”.
Acordo de Paris
Em 2015, líderes mundiais assinaram o Acordo de Paris para combater a mudança climática. Cada país apresentou uma meta de redução de emissões de gases do efeito estufa, com o objetivo era limitar o aquecimento global a menos de 2°C até o final do século e exigir que países ricos financiem economias em desenvolvimento, incentivando o uso de energia renovável — e não de combustíveis fósseis.
Todas as metas apresentadas são voluntárias, nenhum país é obrigado por um órgão ou entidade mundial a reduzir suas emissões e também não há uma porcentagem mínima para isso. Essa liberdade na elaboração das propostas faz com que aumente a crença de que todos irão concretizá-las. No entanto, essa também é uma brecha para que cada país apresente uma meta menor do que o esperado, explica Rittl.
— Nenhum país colocou na mesa o que poderíamos chamar de “fatia adequada da conta do clima”, ou seja, o suficiente para pagar a sua parcela de responsabilidade pelo clima do planeta. Brasil, União Europeia e alguns outros países deram um passo maior do que muitos outros, mas as metas, até agora, são bem inferiores ao que é necessário para conter o aquecimento global.
O acordo climático definido em Paris passará a valer a partir de 1° de janeiro de 2021.

Postado por: Giovana M. de Araújo

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

ONU prevê novo recorde mundial de temperatura para 2016

postado em 14/11/2016 15:25
 
O mundo muito provavelmente voltará a bater o recorde de temperatura em 2016, com uma média de +1,2ºC em relação ao nível da era pré-industrial, anunciou nesta segunda-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
"Se isso for confirmado, o século XXI terá registrado 16 dos 17 anos mais quentes desde que tiveram início os registros" de temperatura no mundo, no final do século XIX, informou a OMM, que é subordinada às Nações Unidas.
"Tudo parece indicar que 2016 será o ano mais quente" já registrado até agora, superando os dados do ano anterior, disse a organização em um comunicado durante a conferência da ONU sobre o clima (COP22), que está sendo realizada em Marrakesh.
A tendência de aquecimento aumentou em 2015 e 2016 devido ao El Niño, o fenômeno meteorológico que afeta o Pacífico, explicou a OMM.
A cada cinco anos aproximadamente, o El Niño provoca um aumento das temperaturas, através de correntes de ar quente.
Os índices relativos às mudanças climáticas também bateram recordes, alerta a instituição.
O sinal mais evidente da aceleração do fenômeno é a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.
A calota polar do Ártico encolheu até níveis desconhecidos, e regiões inteiras da Groenlândia sofrem longas épocas de degelo.
"Em algumas regiões árticas da Federação Russa, a temperatura foi entre 6ºC e 7ºC acima do normal", destacou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas.
"E em muitas regiões árticas e subárticas da Rússia, Alasca e noroeste do Canadá, a temperatura ultrapassou o nível normal em ao menos 3ºC", acrescentou o texto, que ressalta que "até agora, os recordes de calor eram expressos em frações de grau" centígrado.
A única região continental onde a temperatura foi inferior à normal está situada na zona subtropical da América do Sul, no norte e centro da Argentina e em partes do Paraguai e da Bolívia.
Boa notícia
Os cientistas deram, por outro lado, uma boa notícia à COP22 nesta segunda-feira: as emissões de CO2, as grandes responsáveis pelo efeito estufa, parecem estar controladas.
O mundo conseguiu, pelo terceiro ano consecutivo, manter estáveis suas emissões de gases CO2 em 2015, segundo um estudo do chamado Global Carbon Projet, que reúne cientistas do mundo inteiro.
No ano passado, foram emitidas 36,3 gigatoneladas de CO2 (GtCO2), um aumento de apenas 0,2% em relação a 2014, de acordo com o relatório. O Brasil e o México reduziram de novo o nível das suas emissões.
Esse avanço ainda é, porém, insuficiente para deter as mudanças climáticas, segundo os cientistas. Tal avaliação coincide com o aumento constante das temperaturas detectado pela OMM.
A COP22 deve terminar na próxima sexta-feira com um roteiro para a aplicação do histórico Acordo de Paris de 2015, no qual 196 países se comprometeram a trabalhar para que a temperatura do planeta não aumente mais de +2ºC em relação à era pré-industrial.
Um aumento além desse limite traria consequências desastrosas para o planeta.
Mas os participantes do grande evento sobre o clima estão preocupados com as negociações políticas durante o próximo governo americano.
O republicano Donald Trump, um cético declarado das mudanças climáticas, disposto a retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris, não pronunciou nenhuma palavra sobre o clima desde que foi eleito presidente, na última terça-feira.


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